O padrão Bluetooth facilita as transmissões em tempo real de voz e dados, permitindo conectar todos os aparelhos eletrônicos que possuam a tecnologia. A idéia inicial era basicamente eliminar a necessidade de cabos, mas com o passar do tempo ficou claro que as aplicações dessa tecnologia são ilimitadas.
Quem foi ao Salão do Automóvel pôde conhecer uma nova forma de comunicação sendo usada por publicitários brasileiros: o bluetooth marketing.
Este novo formato é baseado em dispositivos inteligentes que enviam conteúdo para celulares que possuam conectividade bluetooth. Os aparelhos identificam pessoas que estejam em seu raio de alcance e cujos telefones estejam com o bluetooth ativado. Após a identificação inicia-se a interação, com o pedido de permissão para envio de uma mensagem (identificada pela marca). Com o aceite (opt-in), estes dispositivos enviam o conteúdo para o consumidor: vídeos, áudios, jogos, aplicativos, imagens, etc.
No Salão do Automóvel vimos duas ações em curso. Em um estande detectamos dispositivos fixos e móveis enviando imagens para quem por lá passar ou para pessoas em locais estratégicos do Salão. Em outro estande, da mesma forma, dispositivos fixos enviam vídeo, imagem e um jogo. Não bastasse o uso do bluetooth ser inovador, o uso de aparelhos móveis que enviam tais conteúdos contribui ainda mais para isto. Como assim? Estes aparelhos podem ser “vestidos” por promotores, funcionando por meio de baterias, aumentando o alcance e a “portabilidade” das promoções e campanhas. Desta forma é possível que a mensagem do anunciante chegue a locais inusitados como por exemplo uma praia, um show de rock ou às piscinas de um clube.
Se levarmos em conta que em alguns casos o público presente nesses eventos é extremamente segmentado, vemos que estamos em frente a uma nova mídia, extremamente poderosa e eficiente para ações que gerem experiência dos usuários com a marca do anunciante.
Este tipo de ação atrai a atenção pela sua modernidade, mas também pela sua promessa de eficácia. Ao ser baseado no local, permite ações fortemente contextuais, valendo-se também da permissão do usuário (este autorizou a sua marca a iniciar uma conversação).
Logo, não basta a tecnologia atraente. É necessário entender a campanha e o melhor formato para obter os retornos positivos esperados. Detectamos assim algumas informações importantes analisando dados e resultados das ações:
Acredito que essas ações fecham os primeiros passos da adoção dessa tecnologia que podem revolucionar algumas ações de marketing. Além disso, elas contribuem fortemente para o uso intenso do celular como ferramenta de marketing, assunto ainda estagnado no país graças à super-proteção das operadoras aos seus usuários.
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